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domingo, 29 de novembro de 2015

Meu diário de doença mental

Eu não sou a minha ansiedade. Eu não sou a minha ansiedade, mas a minha ansiedade é muito em mim. Agora mesmo o meu estômago vira e revira com o pensamento de que eu tenho que levantar da cama amanhã, preciso ir à universidade, preciso assumir para o meu professor que eu estou doente e que ele precisa me dar uma chance, não posso reprovar. Morro de medo desse professor, eu sei que é coisa da minha cabeça, que é irracional, sim, já ouvi isso milhares de vezes. Parece real, bem real, quase tangível, quase me engole, não consigo respirar, sufoco... Ouço a sua voz lá no fundo do poço, quase perdida na angústia, você me diz para respirar, como você sempre me lembra de fazer. Muito obrigada, você não sabe, mas respirar ajuda muito. Sua voz ajuda muito. O fato de você perceber que eu não estou bem apenas ao me olhar nos olhos ajuda MUITO, mas você não é minha cura. Respiro fundo. Escrever ajuda. Gostaria de não esquecer disso também, assim como esqueço de respirar. "Então, escreva", você diz. Amo a sua liberdade, essa liberdade que eu tanto prego, que eu tanto digo, que você me diz que sou eu me lembrando o tempo todo de ser livre, e não sou. Não sou livre. Respiro fundo. Slowly breathing in and breathing out. 
Eu não sou a minha ansiedade. Eu não sou a minha ansiedade, mas a minha ansiedade está me engolindo de dentro para fora. Eu preciso de ajuda. Amanhã. Respiro fundo...

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