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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

[Des]conexão


          Como a surpresa que você acredita jamais ser possível receber, ela aparece como a água que procura a água. E você não tem a mínima ideia do que está escrevendo, pois nada disso tem sentido algum. Como a imperceptível mudança ao redor que se faz perceber. Como o brilho dos olhos que não possuem luz. Assim são as minhas palavras. O que elas dizem, então? Não faço a mínima ideia. Apenas estou a preencher o tempo que me é dado com o vazio de palavras sem sentido.
           E agora consegue fazer menos sentido ainda... É a loucura necessária para adoçar a vida com limão? A loucura está impregnada nos ossos... O que é perigoso perfuma de prazer a alma insana... E as imagens que se criam, o que você pensa... Apenas fuja de si mesma, apenas pare de tendenciosamente ir de encontro ao que se deve fugir de...
           Mas e se esta tempestade terminar e eu não te ver como você é agora nunca mais?

Um comentário:

Paulo Júnior disse...

Ao contrário do que citou logo no início do texto, essas palavras fazem muito sentido. Bom, ao menos a mim elas fazem rs
Preencher o vazio com qualquer coisa que seja, mesmo que tal coisa seja insensata ou não coerente com relação ao momento que se passa, ainda é melhor do que ficar vazio. Não que seu texto seja incoerente ou algo assim, longe disso! Pelo contrário, e ainda acrescento que uma passagem, mesmo que simples, causou-me emoção devido ao momento que passo: "Como o brilho dos olhos que não possuem luz".
Continua incrível, Marina!

Cogito voltar com o blog e dessa vez a ideia e a vontade tem sido mais fortes do que antes, e ler seus textos me motivam mais ainda a voltar. Não sei se é devido ao momento que vivo ou algo a mais, mas prefiro esperar essa maré de azar passar para que possa pensar friamente sobre isso rs

Beijos Marina!

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