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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Inutilmente


               O medo é um bicho. Um bicho feio e ruim. Ouso dizer que talvez seja o pior dos bichos. Ele te prende, agarra suas pernas, impede que você saia do lugar, enche o seu ser de angústia e você não pode vê-lo. Como combater uma ameaça invisível? Uma ameaça que não está viva? Uma ameaça que existe só e unicamente dentro da sua cabeça?
               Questão simples: o que é que você tem a perder?

2 comentários:

Paulo disse...

Então vamos analisar o texto de trás pra frente, do fim para o início: Se há o medo de algo, acredito que não devemos nos perguntar o que se tem a perder, mas sim o que podemos vir a ganhar.
O não já está dado para tudo. Tecnicamente, com isso, não há nada a se perder. Mas será que só vale a pena buscar algo se não tivermos nada a perder? Talvez valha mais a pena dar um passo para trás visando dar dois para frente do que não dar um passo para frente sabendo que terá que volver. É bom arriscar um pouco, é bom perder um pouco, porque assim ganhamos em dobro na vitória.
Medo é horrível. Medo de qualquer coisa. Seja de barata, escuro, morte...qualquer medo é horrível, e ele o é pelo simples fato de nos paralisar completamente diante duma situação a qual deveríamos enfrentar sem problema algum. Qual é o problema em se falar para uma platéia de mil pessoas sobre economia, se falamos sobre coisas muito piores para um público EXTREMAMENTE inferior?
Mas é algo que foge ao nosso controle. Medo é incontrolável, difícil de encarar. E quem sou eu pra dar lições de moral sobre medo, sendo que também possuo os meus? rs

Ótima reflexão, Marina!
Beijos.

Anônimo disse...

Nós começamos a vida nus, sem saber falar uma palavra ou sequer andar. O que temos a perder? Só podemos perder essa inexplicável coisa que chamamos de vida e que não sabemos se é ou não real.

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