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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Brilho dos olhos

Sirius - Foto do HST (http://hubblesite.org/)


            Tornara-se fria e distante. Não era mais aquela que todos admiravam (de fato, alguns outros invejavam). Perdera o brilho. Seus olhos não emanavam mais aquela luz, seu olhar não podia mais ser comparável à luz do dia – o Sol estava radiante. Iluminava o céu diurno e banhava a lua e inspirava poetas de uma forma nunca feita antes, voltara a ser incomparável, enfim.



            Ela fora acometida por uma doença chamada “inércia” que a obrigava a permanecer em repouso mesmo que não quisesse. Inexplicavelmente, as forças externas não mais atuavam sobre ela, teria que se acostumar com o equilíbrio entre o Peso e a Normal (indubitavelmente chato: forças que não realizam trabalho.) e a velocidade nula. O tempo continuava passando, mas não havia variação do espaço ao seu redor. Ela precisava se curar. Tinha cura? Sim, entretanto ela não podia se mexer e a tristeza havia amordaçado a sua voz. Como ela poderia dizer que a cura era o brilho dos olhos? O brilho de seus olhos que fora roubado.
            Duas pequenas bolas descoloridas eram seus olhos agora, quem diria que em algum momento foram belos? Bem, mas o que tinha acontecido? Lá vem história...
            Sirius era a sétima estrela mais brilhante vista no céu noturno – sua grande amiga Rigel era ainda mais brilhante que ela – e estava começando a se sentir fraca, a jornada de iluminar e embelezar o céu desgastava-a. A verdade é que Sirius era invejosa. Acreditava-se melhor do que Canopus e não entendia a razão desta ser a estrela mais brilhante do firmamento. Fato é que sua inveja fazia com que ela gastasse mais combustível mais rapidamente, ela estava morrendo. Sirius, bela Sirius, não poderia morrer, cria que a eternidade desejava o seu brilho.
            O seu erro foi amar demais certas estrelas. Ela estava deitada na areia daquela praia, olhava deliciada o céu, admirava as suas amadas estrelas. Sirius, bela Sirius, estrela, nunca foi má, apenas não resistiu e roubou o brilho daqueles olhos dela.
            Tornou-se a mais brilhante de todas as estrelas do firmamento, que felicidade! Quase não podia se conter em si. Sirius, bela Sirius, a mais bela e brilhante, a deusa dos amantes.
            Ela...? Tornara-se fria e distante. Perdera o brilho, o brilho dos olhos. O fim? Sim, ou não. Enquanto o tempo ainda é infinito para nós, o fim é começo e o começo é fim. Dê o final/começo que julgar melhor para esta história.

6 comentários:

nemesis disse...

de fato cada um tem seu brilho.ja fui inspirado por isso no passado.boms tempos hehehe,andei meio fora esses dias mas agora voltei.uhu primeiro post huahuahauahuahuahauha

Talitaa disse...

bem profundo
é a mais pura verdade q os olhos são espelho da alma
parabéns pelo blog

www.socloserbaby.blogspot.com

Lucas Esteves disse...

Torço pra que ela roube o brilho de uma estrela cadente. Se pudesse, eu roubaria por ela :/

Um abraço!

http://estevespensando.blogspot.com/

. disse...

Fico muito feliz por comentar em meu espaço. é sempre bem vinda por lá!
parabéns Mariana, andei lendo alguns texto e escreve muito bem... permaneça assim :)

kasheila.blogspo.com

PaulinhoIron disse...

Estava com saudades de ler seus textos, e quando volto, leio um tão lindo e belo como esse!
Todos tem seu brilho, o que não se pode fazer(mas é o que acontece), é deixar que ame e se deixe levar seu brilho por conta desse amor.
Ah, queria agradecer MUITO pelos comentários que tem feito em meu blog e peço desculpas pelo sumiço repentino, mas fiquei um tempo sem pc, enfim, fiz um post no meu blog explicando!
Parabéns, parabéns e parabéns por outra obra de arte em palavras :)

Bjos!

Marina T. disse...

Obrigada pelos comentários :D
E eu estava com saudade dos comentários, Paulinho! ^^
Pois é, é o que acontece .. pior é quando não se perde apenas o brilho ..
Por nada, sempre comentarei lá e obrigada pelos seus comentários aqui! :D
Beijo ;*

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