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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Da ausência de destino


            Se algo deve acontecer, acontecerá. Provavelmente gostaria de acreditar nisso, mas não. Como acreditar em destino? Como acreditar que algo está fadado a acontecer? Qual o sentido lógico disso? Qual a lógica de procurar lógica em tudo? A probabilidade me diz que a chance de que qualquer coisa ocorra é sempre menor que 1, ou seja, nada tem 100% de chance de acontecer, nada está fadado a acontecer.
            Então, o que molda a sua vida? Eu diria que o que você está vivendo hoje é produto das escolhas feitas antes. E se de alguma forma você estava fadado a fazer as escolhas que fez? E se de alguma forma está fadado a fazer as escolhas que fará? Qual o sentido disso? O futuro parece incerto, apenas não consigo entender a sensação de “isso ainda não acabou”, só sei que alguém sempre volta quando sinto isso e a vida me surpreende, a vida mostra o quão irônica ela gosta de ser. Talvez seja apenas como ele disse, não era para ser.
            Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim para sempre...

2 comentários:

Paulinho disse...

Acreditar em destino é um tanto quanto vago eu acho. Acho mais válido aceitar que absolutamente tudo o que fazemos hoje, será refletido amanhã, talvez não na mesma proporção e muito menos da mesma forma. O que quero dizer é que nossas ações influem no nosso amanhã, porém nem sempre uma ação boa nos dará, no futuro, um reflexo bom. Mas a "certeza" é a de que tudo o que fazemos, influenciará e muito no que ainda está por vir.
Levando em consideração que a chance de que algo ocorra é menor que 1, esse valor menor que 1 não será o 100% do todo, mas será o nosso 100% de esperança de que aquilo ocorra, e isso eu acho válido, apesar de ser loucura minha. Mas ainda assim, sou adepto da mesma opinião que você, Marina, nada está fadado a acontecer, infelizmente.
Um excelente texto para fechar a semana!

Beijos!

Maria Luísa disse...

é estranho pensar q não há destino, mas nossas escolhas seriam sempre as mesmas, pq somos os mesmo, sempre, ainda que diferentes...
nossa me fez ficar pensando aqui, em mtas coisas!
amei o texto, de novo =]

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